

A Bursite Trocantérica é uma das causas mais frequentes de dor na região lateral do quadril. Ela consiste na inflamação da bursa trocantérica, uma pequena bolsa cheia de líquido que atua como um amortecedor entre o trocânter maior (a proeminência óssea do fêmur) e os tendões e músculos que passam por cima dele. Quando essa bolsa fica irritada, qualquer movimento ou pressão local pode desencadear uma dor aguda e incômoda.
A inflamação da bursa raramente ocorre de forma isolada; na maioria das vezes, ela está associada a microlesões ou sobrecargas nos tendões dos músculos glúteos (glúteo médio e mínimo). Fatores como fraqueza muscular no quadril, diferenças no comprimento das pernas, alterações na pisada ou atividades físicas de impacto repetitivo sem o devido preparo são os principais gatilhos para o surgimento dessa condição.
O sintoma clássico é a dor na lateral do quadril, que pode irradiar para a parte externa da coxa até o joelho. O paciente costuma sentir um desconforto intenso ao tentar dormir deitado sobre o lado afetado, ao levantar-se de uma cadeira após muito tempo sentado ou ao subir escadas. A sensibilidade ao toque diretamente sobre o osso lateral do quadril também é um sinal clínico muito comum.
O diagnóstico da bursite trocantérica é essencialmente clínico, realizado pelo ortopedista por meio da palpação local e de testes que avaliam a força e a estabilidade do quadril. Exames complementares, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, são ferramentas valiosas para confirmar a presença de líquido na bursa e avaliar se existe alguma tendinopatia associada nos glúteos, o que é fundamental para direcionar o tratamento.
O tratamento inicial foca no controle da dor e da inflamação aguda. Isso inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios sob prescrição médica, a aplicação de gelo no local e a modificação temporária de atividades que sobrecarreguem o quadril. O repouso relativo é importante, mas o repouso absoluto deve ser evitado para não gerar atrofia muscular e piorar o quadro a longo prazo.
A fisioterapia é o pilar mais importante para a cura definitiva. O objetivo principal da reabilitação não é apenas desinflamar a bursa, mas sim corrigir a causa mecânica do problema através do fortalecimento dos músculos estabilizadores do quadril. Glúteos fortes ajudam a reduzir a pressão sobre a bursa trocantérica, permitindo que a inflamação ceda e não retorne com o tempo.
Em casos onde a dor persiste mesmo com a fisioterapia, o médico pode considerar intervenções como a terapia por ondas de choque ou infiltrações locais. A cirurgia é extremamente rara para esta condição e reservada apenas para casos de rupturas tendíneas graves associadas. Com o diagnóstico correto e o foco no equilíbrio muscular, a maioria dos pacientes consegue retornar às suas atividades sem dor.
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